Feriado prolongado e com dúvidas sobre como aproveitar bem o seu tempo? Pois é, eu também. Mas após me lembrar que deixei sobre a mesa do escritório a revista da semana que trazia uma matéria de capa sobre o novo filme de Quentin Tarantino, foi que veio a minha decepção.
Ah, tudo bem. Não foi tão ruim assim. Melhor do que isso foi receber um torpedo do meu querido primo (super fofo e inteligente) dizendo que estava louco para assitir a trama porque a crítica estava super elogiando. Ok, deixei para outro dia a revista e corri para pegar sessão mais próxima e ficar logo por dentro do que estão comentando.
Resultado? O filme é tão sensacional que precisei dividir a história aqui no blog e estou tentada a concordar com a última frase de Pitt no filme ‘esta é uma obra prima’.
Bastardos Inglórios mistura linguagens e épocas, do faroeste que já havia insprirado Kill Bill, a tensão nos duelos verbais e físicos, marca registrada de Tarantino.
O filme é datado em 1941, onde a França sofre pela ocupação alemã, e em uma pacata fazenda de criação de vacas, o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) vai à procura de judeus. Nos primeiros anos da ocupação alemã na França, Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa. Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde muda de nome e assume a identidade de uma dona de um pequeno cinema.
Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine orgazina um grupo de soldados judeus americanos para colocar em prática uma vingança. Posteriormente conhecido pelos alemães como os “Os Bastardos”, o grupo de Raine junta-se à atriz alemã e agente secreta Bridget Von Hammersmark em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich. E o destino junta todos no mesmo cinema, onde Shosanna tramou um plano de vingança próprio.
O filme é emocionalmente e traz enquadramentos belíssimos que resultam na captura de expressões ou sensações com genialidade. Após a leitura de algumas críticas, repito um parágrafo dedicado ao personagem Hans Landa (Christoph Waltz) do site omelete:
‘O ator austríaco não dá chance a quem quer que divida a cena com ele. Seu vilão é tão sensacional que Bastardos Inglórios torna-se, sem querer, quase como um filme do Batman, em que são os antagonistas que valem o ingresso. Brad Pitt? Bom e caricato, como o filme exige. Mas Waltz está simplesmente em outra esfera de talento.’
Vale a pena assistir Bastardos Inglórios, se não for pela aula de história (mesmo que o fim de Hitler no filme seja alternativo ao que se conhece), que seja pela sétima arte e ao estudo da metaliguagem e de suas referências.
Trailer:
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Diane Kruger (Bridget Von Hammersmark), Daniel Brühl, Mike Myers (General Ed Fenech), Michael Fassbender, Julie Dreyfus, Omar Doom, Michael Bacall, Martin Wuttke (Adolph Hitler), Jacky Ido (Marcel), Til Schweiger, Mélanie Laurent (Shoshanna Dreyfus), Brad Pitt (Tenente Aldo Raine), Samuel L. Jackson (narrador), Eli Roth (Sgt. Donnie Donowitz), Samm Levine, B.J. Novak (Soldado Utivich), Christoph Waltz (Coronel Hans Landa), Paul Rust


