Exposição de Romero Brito e Andy Warhol em Vitória
Os
apreciadores de arte devem estar satisfeitos com a programação cultural dos meses de junho e julho no Espírito Santo. É que chegaram a Vitória duas exposições belíssimas com criações da Pop Art e inspiradas neste movimento.
Como publicitária, adoro acompanhar as tendências da arte e admiro artistas que, de alguma forma, mudam conceitos e trazem uma visão singular do mundo ao seu redor.
Se você também é assim, não perca!
O artista pernanbucano Romero Brito , conhecido como artista pop brasileiro, trouxe sua exposição à Vitória em 17 de Junho e suas obras estarão na capital capixaba para visitação até 16 de Julho, no “Clube de France”, famoso espaço cultural de Vitória localizado à rua Celso Calmon, 267, Praia do Canto.
Está também em andamento a exposição itinerante “Andy Warhol – Arte e Práticas para o dia a dia”. Cineasta, fotógrafo, pintor, ilustrador comercial, produtor musical, escritor e até modelo – o artista norte-americano Andy Warhol (1928-1987) era radical em sua abordagem da arte. 
Warhol chegou ao cenário da arte na década de 1960, em plena revolução do movimento Pop Art e marcam uma guinada na sua carreira de artista plástico motivos e conceitos da publicidade em suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Suas obras mais conhecidas possuem rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara e símbolos icônicos da história da arte, como Mona Lisa.
A exposição tem entrada franca e pode ser visitada no Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (Maes), até 02 de Julho. O Maes está localizado na Av. Jerônimo Monteiro, 631, Centro, Vitória.
Resumos do Festival de Publicidade de Gramado
Como prometido, aqui estão reunidades algumas anotações adicionais realizadas durante o Festival de Publicdade de Gramado.
Washignton Olivetto (W/Brasil) abriu o Festival deixando a mensagem: para o publicitário há hoje uma crise criativa decorrente da preocupação esxeciva com a tecnologia e afirma que “seja qual for a mídia, desde a mais tecnológica até o mais primário folhetim dado na beira da estrada, a comunicação só se faz se houver uma grande ideia.” Para ilustrar seus conceitos, Olivetto apresentou comerciais históricos da W/Brasil, como “O primeiro sutiã a gente nunca esquece”. Defende ainda que vaguarda não é apenas inventar o novo, mas saber reinventar o velho, mas essa conversa é velha, né?
Para o britânico Neal Davies, sócio da agência Naked, de Nova York, o fator fundamental para alcançar o objetivo de comunicação é entender seu público. Vanguarda é oferecer o negócio certo para o cliente. As agências e as empresas estão acostumadas com o modelo estrutural da década de 1950, ou seja,, estão separadas em silos. A Naked é considerada uma das agências mais inovadoras do mundo ousou a oferecer a seus clientes planejamento de comunicação integrada, nela não há departamentos porque são todos estrategistas em busca da resolução do problema do cliente.
Rony Rodrigues, da Box 1824, falou dos movimentos em pesquisa de mercado, onde métodos tradicionais perdem espaço para estratégias inovadoras como análise de games e redes sociais, tais como:
1. Gaming: realização de pesquisa através de uma representação micro social onde as pessoas se revelariam supostamente em um universo de fantasia e/ou baixa moral, o que não seria visto em práticas de Focus Group.
2. Degree Research: Pesquisa através de de graus de influência dos consumidores, muito realizado através do Orkut e outras plataformas.
3. Cloud Research: ferramenta de pesquisa através de padrões estéticos, gráficos, trilhas sonoras, gostos, a partir de fotologs, Flickr, Twitter e outros, e identificam padrões culturais, tendências e respostas para o marketing.
4. Análise Neurológica: pesquisa através dos estimulos da comunicação, da semiótica, a antropologia aplicada através de dispositivos na internet para traçar um perfil cultural.
Para Paulo Secches, da Oficina Sophia, mostrou os perfis dos consumidores reagem em situação de crise. Segundo Secches, os consumidores não reagem de forma homogênea mas podem ser identificados os nichos através da mensuração das seguintes variaveis:
1. Posição entre a vida e o futuro;
2. Propensão ao risco;
3. Propensão ao endividamento;
4. Significado do dinheiro;
5. Propensão ao consumo;
Com isso, Secches mostrou quais são os consumidores diante da crise, da seguinte forma:
26% estão no perfil A Vida é Bela: pagam mais pelo que gostam, dinheiro não é problema e na crise reagem positivamente;
14% estão no perfil A Vida Sob Controle: são mais racionais, dinheiro é condição básica para se sentir seguro, têm bastante controle do dinheiro, planeja a compra, mas diante da crise também reagem positivamente;
28% estão no perfil Óh Céus! Óh Vida!: tendem a restringir o consumo e a atitude na crise passa a ser negativa;
22% estão no perfil Ops! Cuidado!: aguardam promoções e descontos para consumir e supervalorizam os aspectos negativos da crise;
10% estão no perfil Utilitarista: só compram diante de uma mega promoção, mas buscam novas oportunidades aproveitando do momento delicado da economia.
Para concluir, Secches justificou sua pesquisa apontando como as empresas tendem a gastar mais em mídia nas fases de crise, entretanto, muitas vezes falando com segmentos errados. O desafio está em repensar a estratégia de comunicação de forma consistente e inovadora.
Para finalizar, citou o sucesso do caso Susan Boyle, como uma forma de quebrar os padrões da década de 1960, e mostra como os consumidores acham os seus semelhantes através da internet. O processo de transformação é intenso e rápido e a realidade hoje mostra que ser você mesmo é mais importante do que ficar “dentro da caixa”. Por isso, é preciso acompanhar essas mudanças e estar atento a esse consumidor de estruturas e valores específicos.





